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Famílias com padrasto ou madrasta

Famílias com padrasto ou madrasta
por Etiene Macedo

Assim como ninguém nasce pronto para ser pai ou ser mãe, tornar-se madrasta ou padrasto também pode levar um tempinho. Mesmo que você já tenha filhos.

Algumas vezes existe a expectativa de que o padrasto ou madrasta ocupe o lugar de um dos pais. E isso não acontece assim, principalmente se a separação conjugal foi sofrida para os filhos.

Por isso, vá com calma. Seja natural. Deixe a criança ou adolescente à vontade também. Converse bastante com eles e não desestimule o contato com aquele pai ou mãe que mudou de casa. A criança precisa de um tempo para elaborar essa “perda” e para compreender que pode ser que pai e mãe nunca mais voltem a estar juntos.

Não obrigue a criança e adolescente a “aceitarem” o novo integrante da família. Aliás, vá com calma. Se for possível dar um tempo para se conhecerem melhor ainda. Eles vão compreender que gostar do padrasto ou madrasta não é trair o amor materno ou paterno.

Se possível, mantenha um relacionamento amigável com seu ex-parceiro(a), porque assim as crianças perceberão que seu contato com o pai ou a mãe não estão ameaçados.

Por fim, deixe que o próprio processo do relacionamento conduza vocês. Apesar de tudo parecer caminhar tão rápido, nada é instantâneo. Os relacionamentos estão em constante transformação. Aprender que cada pessoa na casa tem o seu tempo interno e o seu próprio processo é uma boa prática que pode te ajudar a construir o melhor caminho para essa mudança.

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado e doutorado em Psicologia Clínica (UnB). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Professora universitária. Sócia e colunista do Plin.

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