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Ansiedade em crianças e adolescentes

Ansiedade em crianças e adolescentes
por Etiene Macedo

Todas as crianças e os adolescentes, em algum momento,  ficam apreensivos ou preocupados. Alguns mais do que outros. Nem todos conseguem dizer como se sentem, não sabem descrever o que sentem no corpo ou quais pensamentos eles têm sobre isso.

Quando estão ansiosos com a prova de matemática não vão dizer “eu estou me sentindo preocupado…” Eles simplesmente dirão “eu odeio matemática, não quero saber disso”.

Eles se queixam de dor de cabeça, quando na verdade estão preocupados se farão amizades na nova escola.

Outras vezes gritam, agem impulsivamente, ficam irritados, sem saber ao certo explicar como as situações diárias os afligem: aprender coisas novas, provas na escola, fazer amizades ou qualquer situação em que serão avaliados pelos outros.

Em casos extremos, eles também apresentam preocupações exageradas com o futuro, medo de catástrofes, medo de ficarem sozinhos ou de serem abandonados.

A criança ansiosa não acredita que será capaz de lidar com situações que lhe provocam medo. Ela sente que não conseguirá fazer o que seus amigos conseguem, ou que poderá ser acometida por terríveis tragédias. Com o adolescente é do mesmo jeito!

E viver sob o controle de sentimentos como esse é aterrorizante! Então, como ajudar?

Estimule os pequenos progressos e o jeito particular que seu filho(a) tem de realizar as tarefas, de aprender as coisas. Crianças na idade escolar e adolescentes costumam fazer muitas comparações com colegas e acabam subestimando seus próprios méritos e habilidades.

Não sabe qual é esse jeito particular? Observe como ele(a) interage no dia a dia, sobre o que manifesta interesse, o que gosta de falar e de fazer. Aprender a observar a para compreender é um exercício diário que envolve empatia, autocontrole, paciência e muito, muito amor.

Ajude-o a perceber e descrever como se sente, nomeando sensações e reações do próprio corpo. O coração acelerado, as mãos suadas, o frio na barriga! Ajude-o a perceber os sinais de alerta no próprio corpo e então fazer atividades alternativas, como respirar fundo, imaginar um lugar favorito, falar sobre uma lembrança gostosa.

Por fim, cuide da própria ansiedade! O modo como você lida com as preocupações e problemas diários influencia a visão das crianças e adolescentes sobre o mundo e sobre si mesmos. A convivência amorosa, os limites adequados e as expectativas alinhadas com a realidade são fundamentais para eles aprenderem a enfrentar os desafios que encontram.

Beijo no coração!

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado em Psicologia Clínica, doutorado em andamento em Psicologia Clínica (Unb). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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