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Ensinando os adolescentes a se comunicarem melhor

Ensinando os adolescentes a se comunicarem melhor
por Etiene Macedo

A capacidade de auto-observação e autocontrole, o manejo das próprias emoções, o controle dos impulsos e a capacidade de ser flexível nas interações sociais são grandes desafios da adolescência.

Os adolescentes, assim como as crianças, aprendem a se relacionar a partir daqueles relacionamentos duradouros, ou seja, relações de apego.  O relacionamento com os pais e com pessoas significativas da família é muito importante para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

É a partir do relacionamento com os mais próximos que os adolescentes aprendem como desenvolver consciência de seu estado emocional. Quando oferecemos escuta, atenção e demonstramos o desejo sincero de compreender o que se passa com eles,  um caminho de amor e renovação se abre.

Passar por esse caminho pode ser difícil também! Existem adolescentes que se sentem tristes, temem o futuro, ficam ansiosos com grandes e pequenas coisas. Outros se isolam e mudam de comportamento bruscamente.

Esses são sinais de que precisamos agir. Não se acostume com a ideia de que é passageiro ou que logo melhora. Pode ser um momento passageiro, mas o que ele vivencia nesse período é importante. A adolescência é uma fase de organização do jeito de ver o mundo e a si mesmo.

Por isso, mesmo quando parece o contrário, mesmo quando o adolescente se afasta de sua família, esteja alerta.  Adolescentes são os melhores informantes sobre seu estado emocional. Apesar das oscilações, das inconstâncias, eles geralmente sabem dizer o que lhes causa sofrimento.

Procure ser verdadeiro em suas conversas com o adolescente. Seja firme, mas não rígido. Mostre também coerência e flexibilidade para que ele sinta  confiança (em você e nele próprio) para explorar suas emoções.

Se sente confuso? Sem saber como ajudar? Fale sobre isso! Ofereça um modelo vivo de como compartilhar sentimentos sem acusações ou desconfianças. Os adolescentes são extremamente sensíveis às incoerências.  Mas percebem os bons exemplos também!

Beijocas

Etiene e Flávia

 

 

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado em Psicologia Clínica, doutorado em andamento em Psicologia Clínica (Unb). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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