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Aprender a viver e viver aprendendo

Aprender a viver e viver aprendendo
por Flávia Lacerda

Essa semana, uma adolescente muito querida que atendo me perguntou  sobre como aprender a viver.  Questionou se eu tinha algum material sobre isso, pois ela precisava fazer um trabalho para a disciplina de Filosofia. Olhei para a minha estante de livros do consultório e não encontrei nenhuma capa com esse título. Sorri e prometi procurar e dar um retorno.

Depois dessa breve conversa fiquei refletindo sobre o que significava aprender a viver e como nós adultos podemos ajudar nossos jovens a desenvolverem novas habilidades para enfrentar os obstáculos da vida e também usufruir do melhor que ela tem para nos oferecer.

As habilidades para a vida, ou habilidades socioemocionais, são aquelas voltadas para a identificação e autocontrole das emoções, resolução de problemas e resiliência. Desenvolver este repertório influencia diretamente na aprendizagem de outras habilidades que estão intrinsecamente relacionadas ao bom desempenho acadêmico e na qualidade dos relacionamentos. James Heckman, ganhador do prêmio Nobel, demonstrou em seus estudos que cada dólar investido em programas de educação emocional oferece um retorno de 9 dólares para a sociedade.  Isso significa que aprender a ser mais empático, resiliente, criativo é tão importante quanto aprender matemática, história e geografia. São essas habilidades que vão nos ajudar verdadeiramente nos momentos que somos desafiados  ou presenteados pela vida.

Não podemos proteger nossos filhos de desapontamentos, frustrações e conflitos. Entretanto, podemos ajudá-los a compreender e lidar com seus sentimentos relacionados às experiências vivenciadas, sejam elas agradáveis ou não.

Nos próximos textos, iremos falar algumas dicas para ajudá-lo nesse processo do ensino das emoções. Não existe um único caminho ou uma receita que se aplique a todas as famílias, afinal cada ser é único e cada família tem seu jeitinho próprio. Contudo, pretendemos trilhar esse caminho junto com você, para construirmos uma sociedade mais ética e tolerante.

Como dizia o filósofo Aristóteles: “ Educar a mente sem educar o coração não é educação”.

Com carinho,

Flávia

Flávia Lacerda Psicóloga. Mestre em Psicologia (UnB). Facilitadora do Programa Friends for Life - Pathways Health and Research Center. Pós-graduanda Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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