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Recasamento – como ajudar as crianças

Recasamento – como ajudar as crianças
por Flávia Lacerda

“A vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida”, já dizia o poetinha Vinícius de Moraes. Conseguir se apaixonar após um “desencontro” que a vida nos proporcionou parece uma dádiva, um milagre da existência! E esse momento tão prazeroso para os adultos talvez seja difícil e doloroso para as crianças. Principalmente se essa união ocorrer após o divórcio ou falecimento de alguém querido.

Antes de as famílias por um novo casamento se unirem, as primeiras famílias se separam…  Para os filhos, o recasamento pode trazer medo, angustia e a perda da idealização de ter os pais juntos novamente. Muitas vezes, a alegria e a esperança de um novo tipo de relação, que é experenciado pelos adultos, não é compartilhada pelas crianças.  Por esse motivo, é muito importante respeitar o momento do seu filho e o luto que ele está vivenciando. Por mais que seu novo parceiro seja uma pessoa maravilhosa e que você tenha plena convicção que eles vão se dar muito bem, tente não pressionar uma intimidade que ainda não existe. São necessários tempo e paciência para conquistar a confiança e o respeito.

Tente não valorizar exageradamente o seu parceiro em detrimento do seu antigo cônjuge. O fim de uma relação pode gerar mágoas e ressentimentos, mas seu filho não precisa ter acesso a todas as ressalvas e críticas que você tem do seu casamento anterior.  É importante que ex-casal se una não mais pelo amor que sentiam um pelo outro, mas pelo amor e pela responsabilidade que têm pelos filhos.

Além disso, tente destinar um tempo exclusivo para seu filho. Nesse período de transição as crianças precisam de um maior apoio e presença de qualidade. A regularidade no contato e no afeto ajudam a diminuir as brechas para a rivalidade e competição com o padrasto ou a madrasta.

Com amor,

Flávia

Flávia Lacerda Psicóloga. Mestre em Psicologia (UnB). Facilitadora do Programa Friends for Life - Pathways Health and Research Center. Pós-graduanda Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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