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Xixi na cama e enurese noturna

Xixi na cama e enurese noturna
por Flávia Lacerda

A Enurese noturna é aquele xixi involuntário, depois de uma idade na qual a criança deveria ter adquirido o controle do momento de urinar. Crianças de dois e três anos já iniciam o desfralde, porém é normal que uma criança de quatro anos ainda apresente escapes enquanto dorme. Isso acontece porque o sistema neurológico e urinário da criança passa por um processo de maturação que é gradual. E como cada pessoa é única, e cada organismo tem seu ritmo, é esperado que algumas crianças tenham o controle do xixi um pouquinho antes ou depois do que outras.

Mas quando o xixi na cama pode indicar um problema?

Precisamos ficar atentos quando a criança, com seis anos ou mais, nunca tenha apresentado um período prolongado de controle do xixi durante o sono, ou quando volta a fazer xixi na cama após ter passado no mínimo seis meses, sem nenhum episódio de escape durante a noite.

É importante conversar com o pediatra do seu filho para verificar possíveis causas de origem orgânica. Se tudo estiver bem do ponto de vista físico, é preciso investigar algumas influências ambientais e emocionais.

Fazer xixi na cama, principalmente depois desta etapa ter sido superada, pode ser um forma da criança expressar ansiedade, tristeza ou insegurança.

Algumas recomendações…

– Não brigue com seu filho quando ele fizer xixi na cama! A enurese noturna é um ato involuntário! Seu filho não faz de propósito! Neste caso, brigar, bater ou colocar de castigo só agrava a situação.

– Hidrate bem a criança durante o dia e evite a ingestão de líquidos uma hora antes de dormir.

– Durante o dia, peça para seu filho “segurar” um pouquinho o xixi. O treino da retenção voluntária de urina, quando feito com moderação, pode ajudar a criança a reconhecer as sensações físicas que precedem a vontade intensa de fazer xixi.

– Tente estabelecer uma rotina fixa para seu filho de higiene e cuidados pessoais, como por exemplo, antes de dormir, levá-lo para fazer xixi, escovar os dentes e tomar banho.

– Se necessário, busque ajude médica e psicológica para seu pequeno. É muito importante descartar possíveis causas orgânicas e também verificar os fatores emocionais que podem estar influenciando no quadro.

 

Com amor,

Flávia

Flávia Lacerda Psicóloga. Mestre em Psicologia (UnB). Facilitadora do Programa Friends for Life - Pathways Health and Research Center. Pós-graduanda Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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