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Material escolar e a birra na papelaria

Material escolar e a birra na papelaria
por Flávia Lacerda

Nesse período de férias, passei um tempo na casa dos meus pais, em Goiânia. E lá pude desfrutar da companhia deles e das minhas priminhas, Amanda e Yasmin. Elas estavam animadas para o início das aulas e assistiam vários vídeos no Youtube  com esse título: “Meu material escolar 2017”. Fiquei impressionada com a quantidade de vídeos com esse tema. Assisti a um deles e assim, me reconectei à Flávia em idade escolar. Relembrei que quando criança, adorava esse período, e adorava mais ainda quando eu e meu irmão ajudávamos a separar e organizar os  materiais em nossas respectivas camas. Ficávamos horas olhando os cadernos que seriam preenchidos, o estojo de madeira, imaginando como seria o ano letivo.  Me recordo até do cheiro do caderno novo, vocês acreditam?! ♥

Porém nem tudo são rosas, não é mesmo?! Alguns problemas comuns que os pais vivenciam são as papelarias lotadas, as listas de materiais quilométricas, e as famosas birras das crianças quando não atendidas.

Será que é possível tornar esse momento uma oportunidade de aprendizado e diversão para os pais e também para os filhos?

Envolver os filhos na escolha, na compra e também na organização dos materiais, pode gerar um ambiente propício para desenvolver uma maior autonomia, responsabilidade e também para educar o seu filho a fazer um melhor uso do dinheiro.

 

Seguem abaixo algumas dicas:

– Antes de tudo, defina o orçamento a ser gasto.

– Verifique com os pequenos se existem materiais que possam ser reaproveitados, como livros, mochila, cadernos etc.

– Converse e combine com seu filho sobre as regras estabelecidas antes de comprar os materiais. Avise-o que poderá gastar apenas uma determinada quantia. Ajude-o a escolher e estabelecer prioridades.
– Compre e organize os materiais com antecedência.  Com planejamento conseguimos diminuir imprevistos e situações que possam gerar conflito.

– Leve uma calculadora e se possível, deixe seu filho manuseá-la também. É importante que a criança entenda e perceba o quanto gastou. A partir do momento que a criança tiver noções básicas de adição e subtração, já é possível fazer isso. Vale ressaltar que a dica visual, ou seja, a criança ver o número na tela da calculadora, ou anotada em um papel, pode ajudá-la a compreender o quanto poderá gastar.

– No momento da compra, ofereça para o seu filho a oportunidade de escolha e de troca. Mas não extrapole o orçamento que foi combinado anteriormente!

– É importante que as crianças participem do processo de organização dos materiais: encapar os livros, etiquetar, fazer margem nos cadernos. Isso ajuda a desenvolver um maior senso de responsabilidade e zelo.

 

* E você, como tem sido a sua experiência na compra dos materiais com os seus filhos? Compartilhe conosco!

 

Um forte abraço,

Flávia

Flávia Lacerda Psicóloga. Mestre em Psicologia (UnB). Facilitadora do Programa Friends for Life - Pathways Health and Research Center. Pós-graduanda Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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