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Presença, tempo de qualidade e culpa

Presença, tempo de qualidade e culpa
por Etiene Macedo

Conciliar as multitarefas com o tempo dedicado aos filhos é um desafio para a família e função de todos os adultos da casa, independente de sua composição.

Em geral, a maior preocupação dos adultos é oferecer uma educação de qualidade e garantir que nada falte aos filhos. Mães e pais trabalham horas a fio para lhes assegurar o melhor.  E junto com essa preocupação eles vivem o dilema de estar ou não presentes.

Mas o que é presença? Estar presente é acompanhar a rotina, saber o que os filhos fazem  e com quem, conhecer o que estudam, participar de reuniões em escolas, levar, buscar, cuidar da alimentação e tudo o mais.  Mas, é também olhar nos olhos, tocar, beijar, escutar, ser tocado, demonstrar interesse pelo que eles gostam, brincar juntos, sentar no chão, dar colo.

Presença envolve observar, conhecer e aceitar o filho, como ele vai se apresentando, com as mudanças que ocorrem desde o nascimento até o momento presente. Esse envolvimento requer ajustes das práticas educativas, e, por vezes, sacrifício do mundo adulto, incluindo, o tempo.

Por se sentirem mais gestores do que pais, para amenizar o sentimento de culpa, alguns adultos adotam o famoso jargão do “tempo de qualidade”, para justificar o tempo que não dispensaram aos filhos, os atrasos, as faltas, a ausência.

Mas afinal, o que é tempo de qualidade? É mais fácil começar pelo que não é: tempo de qualidade não é o tempo que sobra na rotina, não é um tempinho durante os intervalos da rotina.

É o tempo necessário para participar! Acompanhar, monitorar e estar junto. Isso é estar presente. E cada família vai construindo esse tempo na relação com a criança.

Abaixo estão algumas palavras-chave que podem te ajudar a pensar sobre sua presença na vida dos pequenos:

presenca

Não deixe a rotina diária roubar os melhores momentos que você pode ter com seus filhos!

Um beijo carinhoso,

Etiene

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Referências:

Brasil (1990). Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, DF.

Sinay, S. (2012). Quem educa nossos filhos? Buenos Aires: Ensayos Educación.

 

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado em Psicologia Clínica, doutorado em andamento em Psicologia Clínica (Unb). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

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