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Elogio faz bem

por Etiene Macedo

 

Elogiar é uma das melhores formas de se demonstrar afeto entre pais e filhos. Palavras de afirmação, expressões verbais que mostram como os adultos estão atentos às crianças e adolescentes, ajudam a cultivar a intimidade no relacionamento com eles.

Mas, nem sempre é uma prática tranquila e natural. Algumas vezes os pais se acostumam, os filhos se tornam rotina e as expressões de carinho se restringem às tarefas de cuidado de diário (banho, comida, leva à escola, leva ao médico, busca no cinema e assim vai).

Outras vezes, nós simplesmente não encontramos as palavras certas e nosso repertório verbal se restringe a: bom, legal, bonito, inteligente. Elogios viram rótulos e inviabilizam outras possibilidades de reflexão e ação relacionadas ao contexto a que se refere aquela palavra.

Elogiar envolve, principalmente, a capacidade de observar e escutar. A palavra de afirmação proferida no momento certo estimula a criança e o adolescente a continuar engajado no que ela se dispôs a fazer, estimula a autoconfiança e a disponibilidade para ser melhor do que no momento presente, se autossuperar.

Porém, quando não somos sinceros aos fazermos esses elogios, nossos filhos logo percebem. As melhores ocasiões para a manifestação de carinho são aquelas espontâneas, não programadas, em que os pais demonstram como estão atentos, como estão aplicados em conhecer e cultivar o que há de melhor dos filhos.

Vamos praticar o elogio?

♥ Enfatize o resultado, ou o comportamento do seu filho(a) e não o seu sentimento sobre o que ele fez.

♥ Descreva com detalhes, enriqueça a ação que você quer elogiar. Mostre o caminho que ele percorreu até chegar ao resultado alcançado. Numa tarefa, feita por eles, por exemplo, mais do que inteligência e habilidade, há o esforço, a persistência e a coragem.

♥ Evite comparações. Cada filho é um único filho e sua experiência é singular.

Com carinho,

Etiene

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Referência: Discipline Positive Guidelines. Jane Nelsen. Ballantine Books, 2006.

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado e doutorado em Psicologia Clínica (UnB). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Professora universitária. Sócia e colunista do Plin.

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