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O Pokémon GO chegou por aqui. E agora?

O Pokémon GO chegou por aqui. E agora?
por Etiene Macedo

Primeiro. Calma!

O jogo Pokémon GO é baseado numa tecnologia chamada realidade aumentada. Ou seja, o jogo é capaz de inserir elementos que não existem no mundo real, ao campo visual do jogador.

Associado a isso, o jogo usa uma sofisticada estratégia de mapeamento geográfico para estar onde as pessoas estão: para se avançar de fases no jogo é necessário sair de casa. Segundo seus criadores, o objetivo é propiciar uma experiência interativa, fora de casa, fora do sofá.  Assim, as pessoas se encontram e de alguma forma, interagem.

Bom, os benefícios e prejuízos desse jogo ainda estão em discussão. O fato é que essa moda pegou e em todas as idades. Crianças, adolescentes, jovens e adultos andam pelas ruas em busca dos melhores locais para capturar os Pokémons e assim, alcançar níveis mais complexos no jogo.

Há pais que proíbem o uso desse aplicativo; outros jogam com os filhos; há os que deixam os filhos jogarem e há também, aqueles que jogam mais do que os filhos.

Se você não se interessa ou não gosta do jogo, seguem algumas dicas que podem ajudar:

1. Pokémon GO é uma febre e como toda febre, vai passar.

Enquanto não passa, tire proveito do jogo para interagir mais com seu filho. Como?

2. Escute o que ele tem a dizer sobre o jogo, demonstre interesse, faça perguntas sobre seu  funcionamento e      objetivo.

Você não precisa gostar do jogo, mas se seu filho(a) perceber que você está interessado em conhecer as coisas que ele gosta, é o ponto fundamental para se iniciar uma boa conversa!

3. Leia com ele alguma notícia ou informação sobre a sofisticada tecnologia envolvida na criação do jogo (a realidade aumentada) e como o processo de desenvolvimento foi estudado e pensado.

4. Ajude-o a pensar criticamente em como a tecnologia da realidade aumentada pode ser uma ferramenta útil de aprendizagem em outras áreas da vida. Ou seja, ajude-o a pensar nessa tecnologia para além do jogo.

Mas também, tenha cuidado: o maior risco do Pokémon, assim como tudo na vida, está no excesso. Em qualquer atividade, por melhor que seja, há sempre a hora de parar! E a responsabilidade de apresentar os limites é nossa. Para isso:

– Oriente sobre a segurança: estar desatento nos espaços que ele frequenta.

– Estabeleça regras claras: hora, local e com quem sair para capturar Pokémons.

Lembre-se! Seu filho está em desenvolvimento e sua participação é fundamental para guiá-lo e ajudá-lo a fazer as melhores escolhas.

Vamos em frente!

Um abraço,

Etiene


 

Referência:

http://www.pokemongo.com/es-la/explore/

 

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado e doutorado em Psicologia Clínica (UnB). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Professora universitária. Sócia e colunista do Plin.

2 comentários para “O Pokémon GO chegou por aqui. E agora?”

  1. Vânia C Oliveira disse:

    Olá amei esta página, adorei a leveza que os assuntos foram abordados. Gostei muito das dicas e orientações.

    Parabéns e sucesso!

    1. Flávia Lacerda disse:

      Oi, Vânia! Ficamos muito felizes com seu retorno! Um beijo grande, Flávia e Etiene.

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