Plin - Psicologia Infantojuvenil. Site especializado em conteúdo psicológico para crianças e adolescentes

Adolescência, crise e criação

Adolescência, crise e criação
por Etiene Macedo

A palavra ADOLESCÊNCIA vem do latim ad=para olescere= crescer, que significa crescer para. Por isso é associado como um processo de mudanças.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) é período entre 10 a 19 anos em que as mudanças são vivenciadas nos estágios:  pré-adolescência  (10 aos 14 anos), adolescência (15 aos 19 anos) e a chamada juventude (15 aos 24 anos).

Mas essas etapas não são iguais para todo mundo.  Cada pessoa tem seu modo de vida e ele vai influenciar como esses momentos no desenvolvimento são vivenciados.

Existem muitas maneiras de enxergar a adolescência. Há uma concordância no meio científico e social de que é uma fase de crises e mudanças definitivas. Também há quem diga que é apenas mais uma etapa que a pessoa vivencia durante o ciclo de vida.

Bom! Em nossa cultura, com ou sem crise, a adolescência é reconhecida como um período de grandes mudanças tanto para o adolescente quanto para a família. Mães, pais e irmãos são afetados pelas mudanças que acontecem e pelos desafios que o jovem enfrenta. Muitas perguntas são feitas nesse momento:

Qual é o momento de iniciar uma relação amorosa?

Quando ter a primeira relação sexual?

Como escolher os melhores amigos?

Como escolher uma profissão?

Enfim, quem eu quero ser?

Essas são algumas perguntas que atravessam o universo juvenil e afetam profundamente suas relações.  Por serem questões tão complexas é comum deflagrarem processos de crises e conflitos com aqueles que ele se relaciona: a família.

Independente de sua configuração, todos os membros do grupo familiar são afetados e provocados a adolescerem também. Mudanças no sentido de flexibilizar e renegociar as regras de convivência são necessárias. E aí está o maior desafio da maioria dos adultos que convivem com adolescentes. Como reagir a essas provocações de modo assertivo e atravessar a adolescência de forma menos traumática?

A autorreflexão, o diálogo e manejo dos afetos podem ser caminhos possível para a construção de relações de cuidado que orientem o adolescente nesse momento de dizer por si só a que veio ao mundo!

Etiene Macedo Psicóloga com mestrado em Psicologia Clínica, doutorado em andamento em Psicologia Clínica (Unb). Especialista em Terapia de Casais e Famílias (PUCGO). Sócia e colunista do Plin.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *